Skip to main content

As 5 características dos Programas de Bem-Estar que dão certo

A maioria das pessoas entende que a saúde, felicidade e produtividade no trabalho são conceitos relacionados, e que as empresas têm a oportunidade de promover todos os três (para o bem de todos) com um programa de bem-estar corporativo.
Mas enquanto a maioria das empresas fazem “alguma coisa” para promover a saúde e bem-estar do colaborador, poucas oferecem o que poderíamos chamar de um “programa compreensivo”. E o que se sabe a partir da literatura, é que as pessoas que participam desse tipo de programa têm melhores resultados de saúde e outros resultados que são esperados de uma abordagem compreensiva ou holística.
Os resultados de saúde são muitos, incluindo o fim do tabagismo, perda de peso e prevenção da obesidade, controle da diabetes, pressão arterial e colesterol, e práticas de saúde e segurança pessoais como o uso do cinto de segurança, qualidade do sono e gestão do stress.
Os resultados de negócios incluem o absentismo mais baixo, maior satisfação e produtividade no trabalho, maior retenção de funcionários e redução nos custos com saúde.

 

Em 2012, uma revisão de 62 estudos publicados no American Journal of Health Promotion, concluiu que empresas que possuem programas de bem-estar tem 25% menos licenças médicas, custos com plano de saúde e seguros para trabalhadores. E um estudo de 2014 da Harvard Business Review, identificou que custos com saúde de empresas com programa de bem-estar aumentam de 1% a 2%, muito abaixo da média americana, que é de 7%.

 

Laura Linnan, professora de saúde pública da University of North Carolina e líder do Workplace Health Research Network, identifica cinco melhores práticas que definem um programa de bem-estar que é capaz de produzir os resultados que empresas e funcionários tanto procuram.

 

1. Os programas são práticos e acessíveis

Iniciativas de bem-estar compreensivas oferecem uma variedade de programas. Estes podem incluir aulas de ioga; seminários de gestão de stress que abordam tudo, desde o sono, passando por vida no trabalho ou saúde financeira; programas para ajudar os funcionários a parar de fumar, aulas de culinária, trocas de receitas saudáveis; desafios de fitness ou competições e iniciativas de perda de peso.

 

2. O ambiente de trabalho é saudável

Ofertas de máquinas e cafeteria saudáveis são iniciativas que estão no topo da lista de programas de bem-estar vitoriosos, pois ajudam a criar locais de trabalho que incentivam diariamente comportamentos saudáveis.
“A cultura da empresa saudável pode ser exemplificada por refeitórios onde a comida saudável é abundante, a preços acessíveis, claramente identificados, bem preparados (saborosos!). Quando possível, esses alimentos também possuem preços mais baixos do que os itens menos saudáveis”, escreve Ron Z. Goetzel da Universidade de Emory, em uma revisão de 2014 de estudos de bem-estar no local de trabalho publicado no Journal of Occupational and Environmental Medicine.

 

Além disso, o alimento saudável e atraente é servido em reuniões, incluídos nas refeições extras fornecidas pela empresa, e está disponível em máquinas de venda automática.

 

Estar atento aos ruídos no local de trabalho, incentivando pausas regulares, e letreiros informando de iniciativas de bem-estar também são aspectos importantes no ambiente corporativo que podem fomentar o bem-estar. Muitas empresas oferecem espaços internos de treino ou percursos marcados no chão para incentivar a atividade física. Outras instituem políticas contra o fumo e similares.

 

O ambiente social e físico tem que ser solidário: deve haver sinalização, políticas e benefícios que suportam as pessoas que querem realizar uma mudança saudável de comportamento.

 

3. Bem-estar está integrado à estrutura e cultura da empresa

A liderança da empresa precisa ver o bem-estar como uma entidade coesa, sem costura com entre a segurança no trabalho, benefícios, recursos humanos e outros elementos.
As pessoas começam a ressentir-se quando os programas são lançados lá fora, mas eles estão trabalhando em condições perigosas ou o seu empregador está dizendo que eles realmente devem perder peso ou parar de fumar.

 

O ambiente e a rotina de trabalho acaba sendo muito estressante. As pessoas fumam, comem errado, entre outros, também porque estão estressados.

 

Programas bem-sucedidos têm dedicado orçamentos e pessoal não só para desenvolver programas que interessem aos colaboradores, mas também para permitir que eles possam participar sem se sentir como se tivessem que escolher entre fazer o seu trabalho e viver uma vida saudável.

 

Seu programa de bem-estar deve ser embutido em tudo que sua organização faz. É tão importante quanto a vendas e marketing. É tão importante quanto a pesquisa e desenvolvimento. É tão importante como o serviço ao cliente.

 

4. Bem-estar está ligado a programas de apoio existentes

Ligações entre programa de bem-estar da empresa e outros benefícios da empresa, como programas de assistência ao empregado, são a chave para torná-lo mais fácil para os funcionários para obter apoio quando eles estão em uma situação emocional ou física difícil, que afeta tanto a sua saúde quanto seu trabalho.

 

5. Exames de saúde e educação são oferecidos

Exames de saúde geram controvérsia no mundo do bem-estar corporativo, com alguns afirmando que o acompanhamento de colesterol, índice de massa corporal, e outros gera discriminação e coloca uma carga financeira mais pesada sobre os trabalhadores que não estão com a saúde em níveis ideais.
Para superar essa barreira e fugir do conflito ético, a maioria das empresas nos EUA oferecem exames voluntários e muitas vezes incentivam a participação com bônus, como um dia de férias extra ou uma contribuição financeira.

 

Pesquisadores recomendam estes exames voluntários porque eles podem ajudar a educar os funcionários sobre a sua própria saúde e capacitá-los para definir metas para melhorias; embora todos os empregados recebam seus resultados de um fornecedor terceirizado que normalmente realiza os testes, os indivíduos de alto risco podem receber ainda mais atenção e aconselhamento para ajudá-los a definir um plano. Os dados, que as empresas geralmente recebem de forma agregada sem identificadores pessoais, também as ajuda a desenvolver programas em torno das questões que mais afetam os seus empregados.
“Você precisa entender quais são de saúde de sua força de trabalho”, diz Linnan. Ou seja: para conceder a eles o apoio que necessitam e proporcionar o ambiente de trabalho mais consciente de saúde possível.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *