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Eu que fiz! O poder da autonomia no ambiente de trabalho.

Empresas espertas já entenderam a necessidade que as pessoas têm de se sentirem realizadas no ambiente de trabalho. Realização num sentido mais amplo do que um “plano de cargos e salários “. Realização que se traduz em ações relevantes no dia a dia porque têm um significado.
Ainda que exista uma ideia muito presente sobre resultados compartilhados, sem uma autoria pessoal explícita, a busca pelo reconhecimento individual não deixou de ser um valor importante. Poder contar aos outros que “fui eu que fiz” ainda é um dos maiores incentivos que se pode ter. Na vida pessoal é assim também. Daí vem a procura enorme por vídeos que ensinam a fazer coisas. Desde culinária até artesanato. Mostrar aos amigos algo que “eu fiz” tem um significado enorme.

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Pequenas ações que realizam

Quando se fala em realização no ambiente profissional, é provável que se pense principalmente naquelas grandes ações, de amplo impacto. Mas é importante lembrar que um conjunto de pequenas ações pode ter tanta representatividade quanto as maiores. Caso contrário, estaríamos excluindo uma grande parcela dos colaboradores da possibilidade de obter um sentido para o trabalho.  Um exemplo: numa determinada empresa, gestores perceberam que não tinha a exata noção do tipo de contato feito pelo público com a área de atendimento. Quais os principais motivos para uma ligação ou e-mail? Do que falavam? Quais as reclamações? A partir destes questionamentos, passaram a dar mais atenção à área de atendimento. Por quê? Porque estas pessoas representavam a linha de frente da empresa. Recebiam tanto as informações sobre os problemas ocorridos, quanto o impacto das decisões sobre produtos. Assim, ao mesmo tempo, se deu um novo sentido a uma função normalmente vista como temporária – o atendimento ao cliente -, motivando os que lá trabalham, como também foi possível obter informações valiosíssimas para a organização. Num segundo momento, a empresa adotou ainda outra estratégia: passou a priorizar os funcionários do atendimento na hora de preencher vagas em outros setores. Motivação dupla, sentido de realização garantido. Pequenas ações, grandes resultados.

Realização em projetos paralelos

PorSamuelBerger

Outra possibilidade de realização está nas atividades de cunho social, paralelas ao trabalho. Não raro grupos interessados em ações sociais se formam espontaneamente dentro das empresas. Uma situação que deve ser vista com atenção e apoio por parte da gestão: os ganhos decorrentes destas ações são capazes de trazer benefícios concretos para a empresa, além de gerar um engajamento e um sentido colaborativo que vai repercutir no dia a dia de trabalho. Ganha a empresa, ganham os funcionários – que podem ter orgulho de dizer “eu que fiz” ou “nós fizemos”-, ganha a sociedade.

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