Skip to main content

Eu só quero é ser Feliz…*

Em nenhuma outra época se falou tanto sobre felicidade. Muito mais que um desejo, ser feliz passou a ser um objetivo, uma meta de vida para muita gente. Mas afinal, o que é a tal felicidade? Onde vive? Do que se alimenta?

Bom, primeiro é preciso dizer que este tema é bastante complexo. Filósofos e pensadores escreveram tratados sobre o assunto. A principal dificuldade para encontrar uma definição objetiva reside numa questão muito simples: felicidade é um conceito que está diretamente relacionado a crenças e valores pessoais. Resumindo: o que te faz feliz pode não dizer nada para mim.

Numa rápida busca pelo Google, encontramos uma definição de felicidade que refere um “estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento e a inquietude são transformados em emoções ou sentimentos que vão desde o contentamento até a alegria intensa ou júbilo. A felicidade tem, ainda, o significado de bem-estar espiritual ou paz interior”.

Como se chega a este “estado durável”? Existem várias hipóteses, mas uma condicionante é comum: existem fatores capazes de induzir  momentos felizes. Entre estes, alguns são consensuais: relações pessoais positivas, bem-estar físico e emocional, a sensação de estar sendo útil, de que a vida faz sentido e tem propósitos. O escritor gaúcho Erico Verissimo já dizia: “Felicidade é a certeza de que nossa vida não está se passando inutilmente.” Sábio Erico.

Neste contexto, como fica o trabalho, o exercício da atividade profissional? Parte fundamental da vida de todos nós – mesmo porque, para muitos, é no trabalho que passamos a maior parte do dia -, não há mais como pensar um ambiente de trabalho desconectado da necessidade de bem-estar dos que ali convivem. Incluem-se aí desde funcionários, gestores, proprietários, até os prestadores de serviços, clientes e visitantes. Por ambiente entenda-se não somente as instalações físicas, mas de forma especial o clima organizacional. Muitas vezes visitamos um lugar e nos sentimos mal. Não sabemos explicar exatamente por quê, mas algo no ar nos induz este sentimento. Pode crer que ali está um ambiente contaminado, onde as pessoas exercem suas atividades sem nenhum contentamento ou satisfação. Não existe bem-estar.

O que podem fazer as empresas conscientes para atuar sobre o bem-estar do ambiente? Existem várias respostas, mas nos parece que um bom começo é ouvir o que dizem as pessoas que compartilham o local. Entender o que funciona e o que  incomoda, decidir o que pode e deve ser mantido e o que precisa ser descartado. Oferecer, numa medida certa, opções de atividades que possam “quebrar” um pouco a rotina, aliviar pressões e até dar um novo sentido ao trabalho e à convivência. Tão certo quanto dizer que motivação – bem como felicidade – depende de valores próprios, é acreditar que na oferta de fatores capazes de despertar o bem-estar reside um diferencial competitivo claramente percebido pelas empresas mais modernas e antenadas com o sentimento contemporâneo.

* Rap da Felicidade – Cidinho e Doca, 1995

PS:

Acreditamos que música é um bom indutor de bem-estar. Aqui vai uma pequena seleção de músicas que ajudam a levantar o astral, disponíveis no Spotify:

1- Superstition – Stevie Wonder:

2- Barbie Girl – Ben L’Oncle Soul:

3- A Night Like This – Caro Emerald:

4- Oh Me, Oh My – Gina Sicilia:

5- Ain’t No Grave – Holy Moly and The Crackers:

6- Till I’m Blue – Nicki Blumm and The Gramblers:

7- Je Veux – Zaz:

Make Up Your Mind – J. Geils Band:

8- Happy Together – The Turtles:

9- Got to Get You Into My Life – The Beatles:

10- Rap da Felicidade – Cidinho e Doca:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *